Formação Intercultural - uma formação que faz a diferença

A Formação Intercultural destina-se a expatriados estrangeiros em Portugal. É uma formação de integração muito importante para quem chega de novo ao nosso País.

A nível de programas de formação para expatriados estrangeiros em Portugal, a ATEC tem no portfólio 3 tipologias diferentes: desenvolvemos formação somente para o expatriado, para o expatriado e a respetiva família ou somente para a/o companheira/o.

Com o expatriado trabalhamos, entre outros, aspetos mais ligados ao mundo do trabalho, como por exemplo negociações, reuniões, tomada de decisão e liderança num país latino, sendo que num programa familiar os conteúdos são adaptados à integração não só do expatriado, mas também dos conjugues e filhos. Nestas ações de formação optamos por dividir as famílias num grupo de adultos e noutro constituído pelos filhos, pois também com estes há a necessidade de trabalhar diversos aspetos que facilitem a aculturação a Portugal. Por último, o programa para os conjugues traz também muita mais-valia, consciencializando-os para a importância do seu papel no sucesso na integração no novo pais. A sua condição de conjugue não é de todo fácil, já que na maioria das vezes se trata de esposas que não vão desempenhar qualquer atividade profissional, que ficam mais isoladas em casa com poucas oportunidades de estabelecer contactos e criar uma rede social local. Por isso, o risco de inadaptação à sua nova realidade é bastante mais elevado e em casos extremos, poderá causar uma repatriação prematura.

Além da formação intercultural, para uma integração bem-sucedida é também essencial aprender a língua portuguesa. A formação de língua portuguesa acaba por ser uma extensão contínua aos conteúdos focados na formação intercultural.

Todas as pessoas que têm estes programas de formação desempenham funções de management de topo em multinacionais, sendo de países de origem como Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França e outros.

Intercultural

Quais os principais desafios da ATEC nessa formação, quer na sua preparação, quer no desenvolvimento?

O desenho e execução desta formação assentam mais no formato de um workshop, já que acima de tudo pretendemos criar um ambiente informal, propicio à troca de experiências e de partilha entre os participantes e os formadores, um espaço onde poderão falar abertamente sobre expectativas e receios face à sua integração em Portugal. Queremos proporcionar-lhes a oportunidade de exporem situações com quais sentiram dificuldades, para que os formadores possam ajudar a entender o porquê dessa dificuldade, tendo sempre por base as diferenças interculturais entre o país do expatriado e Portugal. Afinal há uma série de comportamentos adquiridos na cultura de origem que em nada têm a ver com os comportamentos apresentados nas mesmas situações ocorridas na cultura de acolhimento. Isso significa que o expatriado tem que em 1º lugar estar consciente dessas diferenças e em 2º lugar estar aberto a um processo de aprendizagem de um novo padrão comportamental.

Assim podemos dizer que a nossa principal missão é familiariza-los mais com a nossa forma de estar, de pensar e de agir, criando uma maior sensibilidade intercultural. Havendo uma maior compreensão e aceitação das diferenças (afinal ser diferente não significa estar errado…), minimizamos a probabilidade de ocorrerem situações de desentendimento e conflito. Pretendemos também equipar os participantes com algumas ferramentas que possam suavizar o embate do choque cultural, que por norma se dá sempre, apesar da intensidade variar de pessoa para pessoa.

Faz também parte deste momento dar a conhecer um pouco da nossa história e do seu impacto no nosso estilo de vida atual. Uma outra parte do workshop incide em questões mais práticas do dia-a-dia, como por exemplo dicas relacionadas com compras, tempos livres, escapadelas de fim de semana, utilização de multibanco e outras. Reservamos também sempre um espacinho para o nosso fado.

Enfim, damos a conhecer a essência do nosso ser e motivamos os participantes a querer saber e conhecer sempre mais para que possam desenvolver uma maior identificação com a cultura portuguesa e desta forma sentirem-se mais integrados no país que por algum tempo será a sua nova casa.

 

Qual a relevância deste tipo de ações de formação?

De acordo com estudos feitos a vários cursos e tipos de formação intercultural existentes no mercado, concluiu-se que este tipo de formação desempenha um papel extremamente relevante no processo de aculturação em si e por conseguinte na concretização da missiva profissional que originou o destacamento.

Qual a especificidade do formador que conduz estas ações de formação?

Pela especificidade da temática em si, trabalhamos com 2 formadores em simultâneo em sala: um de nacionalidade portuguesa e um de nacionalidade estrangeira, que também já passou pelo processo de aculturação ao nosso país e sabe quais são as principais dificuldades que podem ocorrer. Apostar nesta dupla tem-se verificado uma grande mais-valia para os participantes, já que está sempre presente a visão de quem é português e de quem é estrangeiro.

Como veem Portugal como país de acolhimento de trabalhadores de outros países? A nossa cultura, a nossa forma de ser o estilo de vida, o mundo laboral, etc, colocam desafios especiais?

De forma geral, a integração de expatriados em Portugal decorre sem grandes percalços, sendo raras as situações em que o expatriado sente incapacidade em assimilar e aceitar as diferenças culturais existentes. A maioria dos expatriados considera Portugal um país hospitaleiro e os portugueses como atenciosos, prestáveis e solidários. Em contexto profissional consideram que há uma alta qualificação profissional e sentem que a competitividade entre colegas e departamentos é mais saudável do que no seu país de origem. A nossa história é vista como muito rica, o que levanta muita curiosidade em visitar locais de interesse histórico. O que também ajuda à integração é Portugal ser visto como um país seguro. Por último, podemos referenciar que o clima também é igualmente visto como um fator potenciador de bem-estar.

Considerado como mais desafiante é a construção de relações de amizade com portugueses, já que somos vistos como um povo que se fecha muito no seu núcleo familiar e círculo de amigos mais próximos. Outra particularidade que por vezes é apontada é a nostalgia, o saudosismo, o queixume que caracteriza o povo português.

O que é que o expatriado considera essencial à alocação no país de acolhimento?

Muito referenciado é naturalmente o serviço de alocação prestado pela própria entidade empregadora, do qual providenciar a formação intercultural é só uma pequena parte. É muito importante que seja criado todo um enquadramento de base para que a entrada nesta nova fase seja feita com o pé direito, como por exemplo a escolha da casa, escolha de escola para os filhos, apoio logístico na mudança, a par de um apoio constante em qualquer situação que o expatriado não tenha condições para resolver sozinho.

Que balanço fazem desta experiência, de receber estrangeiros, em Portugal?

É uma experiência altamente enriquecedora pelo intercâmbio cultural que tudo isto implica. Estamos constantemente a receber e a dar cultura. Muitos dos expatriados que frequentam a nossa formação intercultural também têm formação de língua portuguesa e é muito gratificante ver, como ao longo do tempo, se sentem cada vez mais aculturados. Aliás, há muitos expatriados que já após o seu assignment em Portugal voltam regularmente de férias, para matar saudades, como eles dizem.

E no caso da preparação de portugueses que vão para fora, qual a vossa estratégia formativa?

A estratégia assenta exatamente nas mesmas premissas. Afinal o processo de aculturação em si é o mesmo, o que muda é somente a cultura.

Os desafios são maiores, ou a capacidade de adaptação portuguesa é uma preciosa ajuda?

É difícil encontrar pessoas que se adaptem de forma imediata a uma cultura diferente da sua. Por isso, os desafios são exatamente os mesmos, já que não deixamos de estar a iniciar uma nova fase da nossa vida longe do nosso contexto natural, família e amigos. O nosso processo de aculturação até poderá ser mais dificultado exatamente por sermos muito ligados ao núcleo familiar. Há sempre a necessidade do expatriado encontrar o seu caminho, para algures no tempo estar preparado para abraçar o que é diferente no seu novo contexto cultural. Por vezes esse caminho é mais longo, por vezes é mais curto. De facto há pessoas que conseguem ir tão longe neste processo que chegam à fase da biculturalidade: assumiram ambas as culturas como parte integrante do seu padrão comportamental.

Naturalmente que a integração também depende em parte do país de acolhimento: será sempre mais fácil um europeu integrar-se noutro país europeu do que em países asiáticos ou outros com culturas mais distintas da nossa. Contudo, a era da globalização em que nos encontramos joga em nosso favor. Nem que seja de uma forma superficial, hoje em dia estamos conscientes das particularidades dos diversos contextos culturais.

 

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